IGREJA, A FAMÍLIA DE DEUS

            A IGREJA é a família de Deus, composta de todos os remidos, procedentes de todos os povos. Não somos uma família perfeita. Ainda não chegamos ao céu, nem atingimos a plena perfeição. Porque somos uma família, precisamos aprender a viver em harmonia uns com os outros. Temos diferenças. Somos diferentes. Temos queixas uns contra os outros, mas não podemos lutar uns contra os outros. Somos membros uns dos outros. Pertencemos ao mesmo corpo. Alguns princípios são importantes para entendermos essa verdade.

            Em primeiro lugar, a igreja, sendo uma família, precisa ser governada por Jesus. A Bíblia diz que Cristo é a cabeça da igreja. O corpo segue as ordens que emanam da cabeça. Não temos o direito de governar-nos a nós mesmos. Obedecemos a Cristo ou então não temos credencial para sermos sua igreja. Porque somos a família de Deus, o corpo de Cristo, precisamos seguir os seus preceitos. A igreja é conduzida não segundo o nosso querer, mas segundo a vontade do seu dono, redentor e Senhor. Nossa vontade não pode suplantar as ordens daquele que comprou a igreja com o seu próprio sangue.

            Em segundo lugar, a igreja, sendo uma família, é composta de irmãos diferentes. Embora todos estejamos debaixo do senhorio de Cristo e somos habitados pelo mesmo Espírito, somos diferentes uns dos outros. A igreja é uma unidade na diversidade. Não somos rivais uns dos outros, mas irmãos. Não buscamos a realização da nossa própria vontade, mas buscamos honrar uns aos outros, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Nossas diferenças não devem nos separar, mas nos complementar. Deus nos fez diferentes uns dos outros e nos deu dons diferentes, para que possamos suprir as necessidades uns dos outros.

            Em terceiro lugar, a igreja, sendo uma família, deve cultivar amor e perdão uns pelos outros. Temos queixas uns dos outros na família e na igreja. Falhamos uns com os outros e até mesmo decepcionamos uns aos outros. Mas, quando isso acontece, a atitude cristã não é banir o irmão do nosso coração, ou tratá-lo com desdém ou indiferença, mas amá-lo e perdoá-lo. O apóstolo Paulo lidou com tensões de relacionamento nas igrejas por onde passou. Na igreja de Corinto havia partidos dentro da comunidade e os irmãos não apenas brigavam, mas levavam suas brigas para os tribunais seculares. Na igreja de Filipos alguns crentes trabalhavam na igreja por vanglória, outros por partidarismo e até mesmo havia pessoas que estavam em conflito dentro da comunidade. Precisamos construir pontes de comunhão em vez de cavar abismos de separação. Precisamos ter o ministério da reconciliação, em vez de jogar uns contra os outros. Precisamos amar e perdoar em vez desestabilizar a comunhão na igreja de Deus.

            Em quarto lugar, a igreja, sendo uma família, deve oferecer apoio uns aos outros. Uma família saudável é lugar de apoio, encorajamento e sustentação. Quando um cai, os outros o levantam. Quando um triunfa, os outros celebram. Precisamos servir uns aos outros, orar uns pelos outros, abençoar uns aos outros, levar as cargas uns dos outros e perdoar uns aos outros. Fazemos parte da mesma família, servimos ao mesmo Senhor e vamos morar junto na mesma Casa do Pai. O coração de Deus é ferido, o Espírito Santo é entristecido e o Evangelho desonrado quando deixamos de amar uns aos outros como Cristo nos amou.  Na igreja, não há espaço para inveja, disputa, facções, intrigas e partidarismos. Somos membros uns dos outros. A vitória de um é o triunfo do outro; a dor de um é o sofrimento do outro. Se um membro sofre, todos sofrem com ele e se um membro é honrado, todos se alegram com ele. Que Deus nos ajude a vivermos como uma família unida, pois o amor é a apologética final e é pela prática do amor que o mundo nos conhecerá como discípulos de Cristo.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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