Cada Dia

06 de Fevereiro de 2016

A SEDUÇÃO DA MORTE


“Mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes”
Pv 5.4


A mulher adúltera não vive da prostituição. A prostituta não esconde sua identidade. Somente aqueles que, desregradamente, já perderam o pudor, se lançam em seus braços. 
A sedução mais perigosa vem daquelas que se escondem atrás de máscaras atraentes e usam todo o jogo da sedução para atrair com os seus encantos os incautos. Embora essa sedução venha envelopada com palavras doces, o fim dessa linha é amargo como o absinto.

Embora, a cama do adultério seja cheia de prazeres picantes, ao fim, ela se transforma na maca da morte. Assim é o pecado: atraente aos olhos, mas perigoso para a alma. Tem cheiro de prazer, mas depois exala aroma de enxofre. Tem colorido atraente, mas depois revela densa escuridão. Traz numa bandeja de prata toda sorte de aventuras, mas depois escraviza e atormenta. Faz propaganda de vida, mas no final asfixia e mata.

A mulher adúltera esconde atrás de sua sedução o punhal da morte. Ela seduz e atrai para sua cama macia e seus lençóis de cetim, mas o prazer dessa cama é fugaz e seu tormento é permanente. Os deleites dessa cama evaporam-se numa noite de êxtase, mas suas consequências permanecem a vida toda. 
A mulher adúltera não é fonte de prazer, mas agente de morte.

Referência para leitura: Mateus 15.18-20